Projeto do Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela é apresentado ao governador Eduardo Leite no Palácio Piratini
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O projeto executivo e o orçamento do Parque Ecológico Memorial Passo de Estrela foram apresentados ao governador Eduardo Leite, nesta quinta-feira (29/1), no Palácio Piratini. A apresentação pela empresa Embyá Paisagismo, Urbanismo e Arquitetura Ltda., contratada por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedur), marca a conclusão da fase de projetos.
A apresentação ao governador ocorreu com a presença de representantes da Sedur e das secretarias de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), da Reconstrução Gaúcha (Serg), da Casa Civil e da equipe técnica responsável pelo desenvolvimento do projeto. Com a conclusão da etapa, o próximo passo será a abertura do processo licitatório para execução das obras em Cruzeiro do Sul. Já a entrega do projeto executivo de Muçum está prevista para o final de março.
Segundo Leite, o projeto é estratégico no contexto da reconstrução do Rio Grande do Sul. “Esse projeto é extremamente relevante e simbólico para a reconstrução do Estado. Precisamos de espaços que toquem o espírito das pessoas e ajudem a sarar as feridas deixadas pelas enchentes de 2024. O bairro Passo de Estrela foi devastado pelas inundações, mas o local possui uma forte importância afetiva para centenas de famílias. O projeto apresentado está excelente e, sem dúvida, resultará em um belo parque, com papel fundamental na preservação da memória coletiva, além de sua importância ecológica e cultural”, afirmou o governador.
Coordenada pela Sedur, a iniciativa integra as ações de reconstrução das áreas de arraste mapeadas por meio dos Planos Diretores e tem como objetivo recuperar e preservar espaços alagáveis que não poderão mais ser utilizados para fins habitacionais, promovendo requalificação urbana, resiliência ambiental e valorização da memória coletiva das comunidades.
Planejamento urbano aliado à natureza
A diretora de Planejamento Urbano da Sedur, Tassiele Francescon, ressaltou que a apresentação do projeto executivo e do orçamento representa a consolidação de um trabalho técnico desenvolvido com base em Soluções Baseadas na Natureza (SbN) e na escuta ativa da comunidade local.
“Trata-se de um parque estruturado a partir de Soluções Baseadas na Natureza, que irá gerar emprego, oportunidades de turismo e oferecer um espaço de convivência e ressignificação para as famílias. A comunidade participou ativamente de todo o processo, desde as oficinas até a definição dos usos do espaço. Com essa etapa concluída, avançamos agora para o próximo estágio, que é a licitação da obra”, destacou.
Para a elaboração do projeto, foram realizadas oficinas com moradores da região, com o objetivo de resgatar memórias, compreender expectativas e incorporar as demandas da população ao novo espaço público.
Memória, resiliência e cultura
O representante da empresa Embyá, Duarte Vaz, explicou que o parque foi concebido a partir de três eixos centrais: memória, resiliência ambiental e cultura regional.
“O parque está estruturado em três alicerces: o primeiro é o da memória: memória do que aconteceu, mas sobretudo a memória de como era aquela vida comunitária e como aquelas famílias interagiam no local; o segundo diz respeito à resiliência, ou seja, à questão ambiental, de como esse parque vai caminhar junto com a natureza; o terceiro diz respeito à cultura, a cultura do Vale do Taquari, que é muito forte, e a cultura dos gaúchos. As atividades e eventos que já aconteciam naquele local vão ter uma estrutura muito mais consolidada para que tenhamos ali muita vida num lugar que antes era de perda e dor”, ressaltou.
O parque em Cruzeiro do Sul contará com pergolados com churrasqueiras, áreas para eventos, mirante, playground, cais, estacionamento, quadras de areia e poliesportivas, campos de futebol, canchas de bocha e ciclovia.
No eixo ambiental, entre outras destinações, serão 120 mil m³ de corte para criação de banhados; 142 mil m³ de aterro para formação de áreas secas; 42 mil m² de áreas reflorestadas; 172.750 m² de áreas permeáveis e 1.555 m² de área edificada.
Próximos passos
Com a aprovação do projeto executivo e do orçamento, o próximo passo será a abertura do processo licitatório para execução das obras, consolidando mais uma etapa estratégica do Plano Rio Grande na reconstrução e no fortalecimento das cidades atingidas pelas enchentes.
Também participaram da reunião o diretor-geral da Sedur, Guilherme Santos; a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans; o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi; o secretário-adjunto da Casa Civil, Gustavo Paim; além de representantes da empresa Embyá.
Texto: Paulo César Pedroza/Ascom Sedur
Edição: Secom